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Os meus laços com Portugal ou, mais precisaente, com os estudants portugueses datam dos anos 60. Nessa época muitos estudantes fugidos ao regime de Salazar optaram por continuar os estudos na Universidade de Genebra. Desse modo, a nossa universidade contribuiu para a formação de novos dirigentes e quadros portugueses. Essa tradição perpetuou-se após a instauração da democracia e, assim, tive o privilégio de acolher no diploma de estudos superiores de ciênca política um espírito brilhante, José Durão Barroso, que obteve paralelamente um diploma no Institut universitaire d'Etudes Européennes com Denis de Rougemont e que foi nosso assistente durante cinco anos no departamento de ciêncas políticas da Universidade de Genebra. Graças a conferências e seminários, mas sobretu à amizade fiel de José Durão Burraso, estabeleci numerosos laços nesse país, pelo qual sinto uma admiração e um afecto particulares, tanto mais que Portugal, após as suas conquistas de além-mar, soube empenhar-se resolutamente na aventura europeia enquanto prosseguia a sua influênca no seio da Europa e para lá das suas fronteiras. Tal como en França e na Inglaterra, também em Portugal o federalismo não goza da melhor fama. Não é de espantar, visto que esses três países são modelos de Estado-nação. Ora, a União Europeia, ao contrário desse modelo, contróise numa base multinacional no respeito pelas diversidades dos Estados e das regiões. O seu objectivo não é construir um <<Estado-nação europeu>>, que integre os seus membros num sistema unitário e centralizado no momento em que esses próprios Estados-nações tendem a regionalizar-se, mas antes formar uma comunidade solidária que busque a sua riqueza na diversidade. Uma união que garanta a partilha dos recursos e das funções nos domínios em que os Estados membros já não são capazes de agir isoladamente ou em que podem exercer melhor as suas funções em comun, partilhando a sua soberania, no respeito pelas pessoas e pelos princípios da democracia. E assim que, de maneira pragmática e muitas vezes sem o dizerem, os Estados membros praticam o método e os princípios federativos na União Europeia. Perante os desafios representados pelos nacionalismos e até pelos regionalismos que renascem na Europa do Leste, mas também no seio da União, a abordagem federalista propociona os meios para gerir as identidades singulares, garantino-lhes uma ampla autonomia, bem como uma participação activa a diversos níveis no seio da União Europeia. Esta abordagem permite conjugar a afirmação das nações e regiões com un espaço político-económico à medida dos desafios mundiais, ao mesmo tempo que tira partido dos instrumentos da alta tecnologia. Por isso, a União Europeia não reproduz os modelos dos Estados federais existente, como es Estados Unidos ou a Conferênção Helvética, mas leva a cabo, com o contributo dos seus membros e dos protagonistat sociais, uma obra de inovação política original: inventa formas novas e constrói gradualemnte um novo federalismo europeu. |
webmaster: Barbara Smith